terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O nosso encontro

Saberei que tu é, menina,
O súbito aparecimento do encanto,
Do desejo e do sorriso.

Dessa forma, nada melhor
Do que o nosso encontro
Seja mais do que ovacionado,
Seja aclamado, aplaudido,

Vivenciado.

E farei cada encontro
Uma casa, um aconchego.
E direi que o nosso sexo
É a mais bela forma
De aproximar o nosso íntimo,
O nosso gozo.

Porque se não for para
Ser esplêndido, o nosso encontro,
Não sei mais o que será.


Vitor Rabelo de Sá
(24/01/2017)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Plantio

Plantei em mim
O desejo de brotar
A gargalhada.

Plantei pois estava
Diante de ti, deitado,
Embriagado pelo êxtase.

E guardei cada momento,
Cada detalhe, cada milissegundo.

E gargalhei
E sorri.

Presenciei a mais esplêndida
Forma de magia.
Aquela que sai do canto da boca
Com teu riso fácil.

Sentia tua pele tão intensamente
Senti a quentura do teu beijo
E dele não quis fugir
Quis mergulhar mais e mais
E mais
E mais.

Então caímos desmaiados
Em nossa própria verdade.


Vitor Rabelo de Sá
(23/01/2017)

Venha cá, morena

Venha cá, morena,
Deixa eu te contar um pouco
Desses meus versos.

Venha cá, morena,
Deixa eu te contar que
Tua inesperada existência
Já era mais do que aguardada
Em meus sonhos.

Chegue mais um bocadinho,
Morena, bonita,
Deixa eu te dizer que
Esses teus lábios
Gritam por calor
E por prazer.

Deixa eu te dizer, morena,
Que essa tua vida queima
Em chamas por mais vida
E alegrias.

E deixa eu te mostrar, morena,
Que a felicidade da vida
Está naquela vontade
De só querer fazer o bem.
Está naquele desejo
De só fazer sorrir.
Está, morena, naquele prazer
De te conhecer, morena.

Então chegue cá,
Se prepare para o cafuné
E seja proporcionalmente feliz
Ao tamanho do teu coração,

Morena.


Vitor Rabelo de Sá
(18/01/2017)

Clima de carnaval

E nesse clima de carnaval
Onde eu encontro a felicidade
Em cada rosto que passa

Eu fico aqui na lembrança
Do gosto do teu beijo.
E tento disfarça-lo
Com essa cerveja já quente.

Eu fico aqui olhando para o mar
Quase todos os dias
Na esperança de que
Essa praia seja minha morada.

Em que eu possa mergulhar
Em que eu possa festejar
Em que eu possa viver.

Mas continuo aqui
Nesse clima de carnaval
A espera de um novo amor.

Porque você, querida,
Já não está mais presente.


Vitor Rabelo de Sá
(17/01/2017)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Haikai(s)

Já sinto teu cheiro
Nos lençóis amarrotados
Cheios de saudade
(02/01/2017)

--

De oceano quero banho,
Então deixa eu entrar
E me afogar em seu mar.
(29/12/2016)

--

O nó que prende o destino
Se desfaz na bravura
De todo nordestino
(29/12/2016)

--

Enquanto espero
Ser examinado pelo médico,
Examino meu coração
(26/12/2016)

--

Senti de longe o cheiro
Que exala de teu corpo
Serei, já, teu beija-flor
(12/12/206)

--

Estou doente do coração
O médico receitou, então:
Beije-a de montão!
(12/12/2016)

--

Black Friday:
Dia das promoções
Venha levar meu coração.
(25/11/2016)

--

O Sol está a brilhar
E eu, lá no mar,
Vou mergulhar.
(11/11/2016)

--

A lua está enchendo
E o vazio no peito
Só crescendo
(10/11/2016)

--

Amar é que nem usar sapato:
No dia que a sola furar,
É só trocar o calçado.
(04/11/2016)


Vitor Rabelo de Sá

Cor-Ação

Sempre que puder,
Agradeça pelas boas vivências,
Sempre que puder,
Demonstre seu carinho.

Sempre que puder,
Faça crescer o amor.
Sempre que puder,
Faça nascer a flor.

Sempre que puder,
Deixe o sol entrar.
Sempre que puder,
Deixe a saudade apertar.

Sempre que puder,
Seja coração.
Seja a cor mais colorida.
Seja a ação mais vívida.
Seja cor e ação,
Coração.


Vitor Rabelo de Sá
(26/12/2016)

Viver é amar

O que parece morto, aduba.
O que parece cor, floresce.
O que parece vida, amadurece.
O que parece amor, acontece.

Vejo tua forma de luz
Que penetra o mais escuro mar,
A mais densa resistência.

Vejo a tua forma de crescer
A cada momento que passa,
A cada sopro de bagunça.

E sinto a tua vida pulsar,
E sinto a tua vontade de ser,
E sinto a tua liberdade de voar.

E te entrego esse poema, querida,
Para que possas se tornar
O sopro que a liberdade tem.

Para que possas amar
Sempre a quem te quer bem.

Para que possas viver, querida,
Sempre a plenitude de teu ser.

Sabe por quê?
Porque tu me disseste:

"Viver é amar"



Vitor Rabelo de Sá
(28/12/2016)

Cenário

Serei teu brilho
Em todas as noites
Que o teu brilhante olhar
Arder em chamas de desejo
Para todo o meu ser.

Serei teu prazer de sentir
O toque morno de minhas mãos
Sempre que houver
A vontade estampada
Em nossos corpos.

E alcançaremos o nosso ápice
Ao mesmo tempo,
Para que fique marcado
Em nossa efêmera lembrança
De que é possível o infinito.

E a repetição será buscada
A todo instante,
A todo momento,
A cada sinal de nostalgia.

E recriaremos todo aquele cenário,
E recriaremos toda aquela chama,
Para se fazer sempre presente
O nosso desejo de voar.


Vitor Rabelo de Sá
(16/11/2016)

Medusa

Certa noite
Eu me vi parado,
Paralisado, petrificado
Ao te olhar.

Eu estava ali,
Abismado com seu abismo.
Sentindo a vida
Que já se passou,
Passar novamente,
Com um filme
Por meus olhos.

Senti o meu coração
Disparar fortemente,
Mas não de alegria
E sim de desespero.

Desespero porque não espero
A tua súbita aparição,
A tua súbita emoção.

E te vi, lá longe,
E quis correr.
Mas fiquei parado.


Vitor Rabelo de Sá
(10/11/2016)

Sol Riso

Nascerá, amanhã,
Junto com o Sol,
O teu sorriso
Ao meu lado.

E maravilhado ficarei.
Pois o Sol,
Assim como teu sorriso,
Aquecem e abrigam
O meu ser.


Vitor Rabelo de Sá
(24/09/2016)

Normal, é saudade

É normal que as folhas
Sejam levadas pelo vento
Sempre que a liberdade
Toma forma de sopro.

É normal que a água
Caia da cachoeira
Sempre que o desejo
De beijar o chão surge.

É normal que a vida
Flua pelo tempo que passa
Sempre que os afetos
Sejam compartilhados.

Sim, é normal.

É normal que a gente
Sinta o apego do cheiro,
Do toque, das risadas
E daquela conversa boba.

Da mesma forma
Que é normal os pássaros
Alçarem voo no primeiro
Sinal de primavera.

Sim, é normal.

É normal que as histórias
Sejam sempre intensas
Mesmo que de simplicidade.

E é normal, sempre, sentir saudade.
Normal... é saudade.


Vitor Rabelo de Sá
(22/12/2016)

Vida, luz, hoje e sempre

De vida tenho em mim
Todas as alegrias do mundo.
De sorriso tenho em mim
Todas as gargalhadas da alma.

E consigo suportar o cotidiano
Todos os dias
Graças a tua presença
Em forma de luz.
Graças a tua energia
Em forma de poesia.

E vivo aquecido
Pelo calor emanado
De todo o seu coração.
E sorrio sempre que meu olhar
Consegue mirar em você.

E sigo, dia após dia,
Sobrevivendo,
Respirando,
Graças a tua inspiração.

Que me faz
Sempre
Brotar o sorriso
Aqui
No coração.


Vitor Rabelo de Sá

(09/01/2017)

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Morena

Morena, bonita.
Bonita morena.
Te trago essas palavras
Sempre que surge o desejo.

Te trago esses versos
Para ver o sorriso brotar.

Oh, morena.

Chegue mais um bocadinho.
Deixe que esse seu trilho
Alumie meu caminho.

Faça comigo, morena,
Esse mais puro desejo de sonhar.

Sabe por que, morena?
Minha sina é te amar.


Vitor Rabelo de Sá
(20/12/2016)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Meu sonho erótico

Te desejo,
Sim,
Eu te desejo.

Te desejo naquele sonho
Que tive noite passada.

Sonhei que estava aqui,
Junto a ti, nessa cama.
Sonhei que te salvava
De um tormento.

Sim,
Eu sonhei.

Sonhei que também
Me desejavas,
Que queria fazer
De meu corpo
Sua morada.

Então nos amamos.
Éramos animais selvagens
Em busca do instinto
Mais primitivo:
O orgasmo.

Começou, então, o nosso ritual.
Começou o nosso desejo
E a nossa vontade.

Estávamos ali, desnudos,
Colados carne com carne,
Prazer com prazer.

E eu estava dentro de ti,
Explorando seu universo,
Descobrindo como é sublime
O prazer de te sentir.

Sentir teu respirar,
Sentir teu calor,
Sentir teu suor,
Sentir tua música
Em forma de gemido.

E dançávamos
Como o mais belo casal
Que dança em suas
Noites de paixão plena.

E acariciávamos
Como se toda a nossa existência
Dependesse daqueles movimentos,
Daqueles toques, daquelas sensações.

E explorávamos
A nós mesmos
Durante toda a noite.

Até você gozar,
Até eu gozar,
Até cairmos exaustos.

E ficávamos ali,
Deitados,
Apenas nos olhando.


Vitor Rabelo de Sá
(31/10/2016)


Tua despedida

Sinto-te presente
Em todo os momentos
Que vivo, segundo
A segundo.

Tempo a tempo.

Tempo de saber
Que a afetividade
Vem te todo o
Carinho e amor
Que tenho dado a ti.

Tempo de saber
Que sua despedida,
Embora tão perdida,
Tenta preencher
O vazio em meu peito.

O vazio que é ausência,
O vazio que é saudade,
O vazio, presente no tempo,
Que é você,
Perdida,
Em sonhos.


Vitor Rabelo de Sá
(28/10/2016)